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A Consciência Histórica Africana

A Consciência Histórica Africana

autor:
Babacar Mbaye Diop e Doudou Dieng
 
editor:
Edições Pedago / Edições Mulemba
 
edição:
1.ª
 
ano de publicação:
1905
 
idioma:
Português
 
ISBN:
9789898655486
 
nº de páginas:
224
 
formato:
ileio (leitura online e APP)
 

De 5 a 6 de Abril de 2005 teve lugar, na Universidade de Rouen, um colóquio em homenagem do 50.º aniversário da publicação da grande obra de Cheikh Anta Diop: Nations nègres et culture. O seu ensinamento acerca dos fundamentos de uma civilização africana moderna, dos princípios da constituição de uma federação de Estados democráticos africanos, bem como acerca da identidade cultural entre o Egipto e a África Negra, e da unidade linguística na segunda, mereceram um colóquio em torno do percurso excepcional de uma das personalidades científicas mais inquietantes da África contemporânea. Temas muito prezados por Cheikh Anta Diop, tal como a África e o Ocidente (Capítulo I), as raízes egípcias da civilização africana (Capítulo II) e o contributo da comunidade negra e do Egipto para a civilização (Capítulo III) constituem as diferentes partes desta obra. “Os poucos factos aqui apresentados demonstram que não é de modo algum necessário lançar-se numa argumentação complexa para desempatar os protagonistas do debate em torno das relações egipto-africanas. No plano estritamente científico, as tradições africanas, pela sua relação decisiva, permitem actualmente encerrar o debate e classificar melhor a civilização egípcia; porém, não somos ingénuos ao ponto de acreditar que tal sucederá em breve, tendo em conta que as motivações que animam alguns estão longe de ser puramente científicas. Por outras palavras, a ideologia que tanto prejudicou a África e os Africanos ainda vai, infelizmente, perdurar por mais tempo.” A. Moussa Lam Universidade Cheikh Anta Diop, Dakar

Discurso de abertura do colóquio pelo Presidente da A. S. E. R. Prefácio: Falsificação da história I. A África e o Ocidente A ruptura da consciência histórica africana: o principal obstáculo para o renascimento africano Bwemba Bong Introdução 1. A consciência histórica da África Negra enquanto base da resistência do povo negro 2. As fragilidades e os defeitos da sociedade africana 3. As lições que a África Negra deve extrair da história A Guerra do Biafra: desinformação e manipulação dos média? Análise de quatro diários importantes: Le Monde, Le Figaro, La Croix e L’Humanité Momar Mbaye Introdução 1. As causas 1.1. As causas passadas e imediatas 1.2. As causas estratégicas e económicas 1.3. As causas religiosas 2. Horrores e responsabilidades 2.1. O horror absoluto 2.2. A responsabilidade das grandes potências e das opiniões públicas 2.3. As responsabilidades dos líderes africanos e de Lagos 3. Soluções e papel da França 3.1. As soluções 3.1.1. Socorrer o corajoso povo biafrense 3.1.2. Repensar a federação 3.2. Paris e o conflito 3.2.1. Uma política louvável 3.2.2. Uma acusação indevida Conclusão Francês/Línguas Africanas: colonização linguística ontem e hoje, aqui e ali Bernard Zongo Introdução 1. Linguística africanista e ideologia glotofágica 1.1. Período colonial: a chegada às colónias ou a linguística “pragmática" 1.2. Período moderno: triunfo do formalismo e missão civilizadora a partir de 1945 1.3. A sociolinguística e as suas torpezas: os anos 60 1.4. A partir dos anos 70: instituições francófonas ao serviço da expansão do francês 2. Política linguística francesa e línguas minoritárias: ideologia do paradoxo 2.1. As línguas africanas em França e a política linguística francesa 2.1.1. As línguas de imigração em França 2.1.2. A política linguística francesa 2.1.3. A legitimidade da estratificação etnolinguística e normas 2.2. A concepção ideológica do bilinguismo: o relatório Bénisti Conclusão Referências Bibliográficas II. As origens egípcias da civilização africana Cheikh Anta Diop: o homem e a obra Cheikh M’Backé Diop Introdução 1. O contexto histórico e ideológico no início do século XX 2. A resistência africana e a restauração da consciência histórica 3. A obra histórica e egiptológica de Cheikh Anta Diop 3.1. A reconstituição científica do passado da África 3.2. As principais temáticas desenvolvidas por Cheikh Anta Diop 3.3. A fecundidade da obra: contributo metodológico e acervo do colóquio do Cairo 4. A continuação da obra histórica e egiptológica 4.1. O período da investigação solitária: 1946-1970 4.2. Théophile Obenga encontra Cheikh Anta Diop 4.3. A Escola africana de egiptologia 5. O Renascimento da África e a edificação de uma civilização planetária Estado das investigações acerca das semelhanças entre a arte Egípcia Antiga e a da África Negra Babacar Mbaye Diop Introdução 1. O estilo africano e a essência da arte egípcia 2. Alguns exemplos de semelhança entre objectos africanos e objectos egípcios 3. Será esta semelhança identitária ou uma simples analogia? Referências Bibliográficas Estado das investigações acerca da Antiguidade Africana Babacar Sall Introdução 1. Generalidades e problemática 2. A documentação 2.1. As fontes textuais 2.2. As fontes arqueológicas 3. Panorama Conclusão Egipto Antigo e África Negra: alguns factores novos que esclarecem as suas relações Aboubacry Moussa Lam Introdução 1. O debate 2. A amostra 3. Novos factores 3.1. As partes do corpo 3.2. A água 3.3. A agricultura 3.4. Pigmeu e anão 3.5. O hipopótamo e o cavalo 4. Esclarecimento das tradições Conclusão “Afrocentricidade”: polémica em torno de um conceito Doudou Dieng 1. O pensamento africano na história do pensamento 2. Posicionamento do conceito: dúvida e inteligibilidade metodológicas III. O contributo da comunidade negra e do Egipto para a civilização A história das ciências e das técnicas na África negra Jean Paul Mbelek Introdução 1. A África, berço da humanidade 2. A África, berço da escrita 3. A África inventa o zero 4. A multiplicação e a divisão egípcias 5. A sobrevivência das tradições erudita e criativa africanas 6. Apêndice: A multiplicação e a divisão egípcias 6.1. A multiplicação egípcia 6.2. A divisão egípcia 6.3. A demonstração Contributo das cosmogonias dogons para a problemática da “origem” da civilização: a necessidade do trágico no seio da divindade Cheikh Moctar Bâ Introdução 1. O que justifica a revolta de Ogo? 2. A necessidade do “roubo do fogo" 3. A Civilização como consequência do “trágico” Referências Bibliográficas O Egipto na obra de Platão Théophile Obenga 1. Platão estudou no Egipto 2. O Egipto na obra de Platão 3. Platão egipcianiza as palavras ao invés de as grecizar 4. O que representa o Egipto para Platão? 4.1. O Egipto é o país da mais Alta Antiguidade 4.2. O Egipto é o berço da escrita e das ciências 4.3. O Egipto enquanto modelo de organização artística e intelectual 4.4. O Egipto enquanto detentor da melhor pedagogia para ensinar as matemáticas às crianças 5. Plutarco, conciliador da teologia dos Egípcios com a filosofia de Platão Resumos

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